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DOCUMENTO PROGRESSISTA DA SEMANA

Monsenhor Bugnini:
'Tornamos a liturgia agradável aos hereges'
Em 2011, um leitor corrigiu uma de nossas citações do Monsenhor Annibale Bugnini, arquiteto da Nova Missa, na qual ele supostamente teria dito o seguinte sobre a reforma litúrgica: "Devemos despojar de nossas orações católicas e da liturgia católica tudo o que possa ser uma sombra de tropeço para nossos irmãos separados, isto é, para os protestantes."

Descobrimos que essa citação era um resumo de uma citação mais extensa. A Queen of Martyrs Press gentilmente nos enviou uma fotocópia digitalizada do recorte original do jornal, que nos apresenta o texto completo das palavras de Bugnini. Reproduzimos o documento original, que tem o mesmo significado do resumo comumente utilizado. Suas palavras deixam evidente que ele planejava destruir a liturgia e torná-la agradável aos inimigos da Igreja.

Na edição de 19 de março de 1965 do L'Osservatore Romano, Bugnini escreveu sobre algumas das mudanças feitas nas orações da Sexta-Feira Santa. No excerto abaixo à direita, Bugnini revela a razão por trás desta e de muitas outras mudanças, afirmando claramente que o objetivo da Reforma Litúrgica era tornar a liturgia o mais agradável possível aos hereges, um objetivo que nasceu especificamente do clima ecumênico do Concílio Vaticano II.

O texto traduzido pode ser lido abaixo na coluna da esquerda, extraído das seções destacadas em amarelo, abaixo à direita. Uma versão ampliada pode ser lida aqui.


Monsenhor Annibale Bugnini

No clima ecumênico do Concílio Vaticano II, observou-se em muitos lugares que algumas expressões das Orações Solenes da Sexta-Feira Santa soam bastante estranhas hoje em dia. Por isso, tem-se perguntado persistentemente se seria possível atenuar algumas das frases.

É sempre lamentável ter que mexer em textos veneráveis, que nutriram, tão eficazmente, a piedade cristã e que ainda conservam a fragrância espiritual dos primeiros séculos do cristianismo. Acima de tudo, é difícil retocar obras-primas literárias de forma e conceitualidade insuperáveis. Não obstante, considerou-se necessário empreender o trabalho, para que ninguém sentisse desconforto espiritual na oração da Igreja.

As revisões limitaram-se ao estritamente necessário... A sétima oração tem o título: "Pela unidade dos cristãos" (não "da Igreja," que sempre foi una). Já não falamos de "hereges" e "cimáticos," mas de "todos os irmãos que creem em Cristo." O texto completo diz: [ele apresenta alguns dos novos textos, as novas orações V, VI e VII mencionadas acima]

Os estudiosos irão considerar e destacar as fontes bíblicas e litúrgicas das quais os novos textos, cuidadosamente elaborados pelos Grupos de Estudo do Consilium, derivam ou se inspiram. E observemos também que o trabalho muitas vezes prosseguiu "com temor e tremor," tendo que sacrificar expressões e conceitos muito amados, agora já bastante familiares.

Como não lamentar, por exemplo, o "ad sanctam matrem Ecclesiam catolicam atque apostolicam revocare dignetur" ["e os reconduza à nossa santa mãe, a Igreja Católica e Apostólica"] da sétima oração? E, no entanto, o amor pelas almas e o desejo de facilitar de todas as maneiras o caminho da união com nossos irmãos separados, removendo toda pedra que possa, mesmo remotamente, constituir um obstáculo ou causa de desconforto, levaram a Igreja até mesmo a esses dolorosos sacrifícios."

(L'Osservatore Romano, 19 de março de 1965, p.6)



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